As modas pegam... sejam elas quais forem.
Agora, Júlia Pinheiro está de moda. Ela escreve crónicas em várias revistas femininas, ela até escreve aconselhamentos numa revista qualquer, tipo, "tem dúvidas? Júlia responde!", como se ela fosse exemplo para alguém ou tivesse grande experiência nesta área - do aconselhamento (fora de casa, obviamente) - , ela escreve uma crónica num jornal diário de (muito) questionável opção editorial, ela está na TV aos gritos, histérica, enfim... está de moda.
A crónica no jornal diário por onde passei os olhos e que Júlia escreve chama-se "Luz Negra" e, ... enfim, tem dias. Às vezes, Júlia Pinheiro até revela um raciocínio ponderado. Mas, um destes dias, a crónica de Júlia começa com uma referência a uma senhora de 67 anos que foi mãe de gémeos. Ora, a mesma coisa aconteceu a Júlia quando ela tinha 30 anos (palavras dela no próprio artigo): foi mãe de gémeos aos trinta.
Depois, sai dali um rol de estupidezes sobre o envelhecimento, sobre um homem de 107 anos que casou com uma "criança" de 30 (mais uma vez, palavras dela). Ora, raciocinando, isto significa que a própria Júlia, mãe de gémeos aos 30 anos era uma criança. Credo! Que perspectiva para esses filhos, nascidos e criados por uma criança de 30 anos!!! Devem ser, hoje, jovens muito problemáticos... criados por uma "criança de 30 anos"!!!
Pelo julgamento que fez do casamento do senhor de 107 anos com a mulher de 30, Júlia não se considerava madura para ser mãe precisamente aos 30.
Na minha opinião, uma mulher de 30 anos, quer viva até aos 100, 200 ou 45 anos, nunca é uma criança. Será menos experiente, talvez. Sim, talvez seja mais imatura que uma mulher de 40. Mas uma criança não é! Também não é pedófilo (esta já é uma palavra minha... associada a "criança") um homem de 107 anos que se case com uma mulher de 30 e o mesmo se aplica ao contrário - algo que tanto espanta a nossa sociedade (ainda!!!): que uma mulher mais velha case com um homem mais novo.
Diz Júlia: "Não me agrada a possibilidade de nos arrastarmos sem vitalidade pelas ruas de um planeta cada vez mais envelhecido, sem recursos, provavelmente economicamente dependente dos filhos e dos netos."
Ora, nem a mim me agrada esta possibilidade!
Mas porque se preocupa Júlia com estas "frivolidades", se ela ganha balúrdios na TVI e o marido outro balúrdio com o cargo que ocupa na RDP? Depender dos filhos quando for mais velha? Só se for pouco inteligente e não guardar uns "trocos" para a reforma!!
É um facto que, ao envelhecer, podemos perder vitalidade. Mas não se pode generalizar. Conheço pessoas entre os 70 e os 95 anos com uma vitalidade e lucidez "normais" e pessoas de 45 completamente envelhecidas!
O planeta está envelhecido? Que ingenuidade!! Vamos morrer todos, seja lá de que causa for, e o bom do nosso planeta sobreviver-nos-á, rejuvenescerá, mudará.
Caramba! Que mulher tão antiquada e negativa! Já nem digo conservadora. É antiquada, mesmo! Enfim, como se tratou de uma crónica de opinião, aqui fica a minha, também pessoal.
Naturalmente, espero que Júlia viva até aos 100 anos!!
Era bom é que, nessa altura, já tivesse um tom de voz mais moderado, que gritasse menos... e, mesmo na televisão, olhasse as pessoas nos olhos - quero dizer... olhasse directamente para as câmaras, sem que lhe tremam os olhos, sem o olhar inquieto que tem.
Bom... isto com a idade tem tendência a piorar!