"Pluma Caprichosa" (ainda bem!!)

Não lhe falha uma.
Clara Ferreira Alves, na Única de 24 de Março- 2007:

"Ronaldo no País das Maravilhas"

(...)"Das três revistas (Vanity Fair, New Yorker e Vogue), a mais influente, no seu segmento é a "Vogue". O mundo que passa na "Vogue" e é fotografado na "Vogue" (...) é um mundo perfeito. Onde não pinga uma nódoa de vulgaridade. (...)
É por isso que ver o jogador português Cristiano Ronaldo servir de modelo na "Vogue", ao lado da "top model" Daria Werbowy, parece um sonho. Lá está ele, o rapaz do rosto indefinido, atravessado pelas certezas da vitória e da vocação, o rosto suburbano do jovem português com a sua dose de masculinidade vulgar e de mau gosto e mau corte de cabelo, o rosto do miúdo pobre que se fez rico. Transformado num Apolo recortado em papel. O diamante na orelha, o cabelo untado, a maxila quadrada, o corpo atlético, transformam-se em símbolos de poder, beleza e dinheiro. Ronaldo como ídolo estético e, diz a revista, o jogador mais carismático e criativo do mundo. Não se chega aqui por acaso. Se a "Vogue" escolheu Ronaldo, é porque Ronaldo tem o que a "Vogue" representa. O cheiro doce do sucesso. O sonho americano em português por causa do futebol, a nossa única glória."

E não é preciso dizer mais nada. Não há foto de Ronaldo que caiba aqui. Sou Pardal, mas não tenho mau gosto!

isto vai de modas...

As modas pegam... sejam elas quais forem.
Agora, Júlia Pinheiro está de moda. Ela escreve crónicas em várias revistas femininas, ela até escreve aconselhamentos numa revista qualquer, tipo, "tem dúvidas? Júlia responde!", como se ela fosse exemplo para alguém ou tivesse grande experiência nesta área - do aconselhamento (fora de casa, obviamente) - , ela escreve uma crónica num jornal diário de (muito) questionável opção editorial, ela está na TV aos gritos, histérica, enfim... está de moda.

A crónica no jornal diário por onde passei os olhos e que Júlia escreve chama-se "Luz Negra" e, ... enfim, tem dias. Às vezes, Júlia Pinheiro até revela um raciocínio ponderado. Mas, um destes dias, a crónica de Júlia começa com uma referência a uma senhora de 67 anos que foi mãe de gémeos. Ora, a mesma coisa aconteceu a Júlia quando ela tinha 30 anos (palavras dela no próprio artigo): foi mãe de gémeos aos trinta.
Depois, sai dali um rol de estupidezes sobre o envelhecimento, sobre um homem de 107 anos que casou com uma "criança" de 30 (mais uma vez, palavras dela). Ora, raciocinando, isto significa que a própria Júlia, mãe de gémeos aos 30 anos era uma criança. Credo! Que perspectiva para esses filhos, nascidos e criados por uma criança de 30 anos!!! Devem ser, hoje, jovens muito problemáticos... criados por uma "criança de 30 anos"!!!
Pelo julgamento que fez do casamento do senhor de 107 anos com a mulher de 30, Júlia não se considerava madura para ser mãe precisamente aos 30.
Na minha opinião, uma mulher de 30 anos, quer viva até aos 100, 200 ou 45 anos, nunca é uma criança. Será menos experiente, talvez. Sim, talvez seja mais imatura que uma mulher de 40. Mas uma criança não é! Também não é pedófilo (esta já é uma palavra minha... associada a "criança") um homem de 107 anos que se case com uma mulher de 30 e o mesmo se aplica ao contrário - algo que tanto espanta a nossa sociedade (ainda!!!): que uma mulher mais velha case com um homem mais novo.

Diz Júlia: "Não me agrada a possibilidade de nos arrastarmos sem vitalidade pelas ruas de um planeta cada vez mais envelhecido, sem recursos, provavelmente economicamente dependente dos filhos e dos netos."
Ora, nem a mim me agrada esta possibilidade!
Mas porque se preocupa Júlia com estas "frivolidades", se ela ganha balúrdios na TVI e o marido outro balúrdio com o cargo que ocupa na RDP? Depender dos filhos quando for mais velha? Só se for pouco inteligente e não guardar uns "trocos" para a reforma!!

É um facto que, ao envelhecer, podemos perder vitalidade. Mas não se pode generalizar. Conheço pessoas entre os 70 e os 95 anos com uma vitalidade e lucidez "normais" e pessoas de 45 completamente envelhecidas!

O planeta está envelhecido? Que ingenuidade!! Vamos morrer todos, seja lá de que causa for, e o bom do nosso planeta sobreviver-nos-á, rejuvenescerá, mudará.

Caramba! Que mulher tão antiquada e negativa! Já nem digo conservadora. É antiquada, mesmo! Enfim, como se tratou de uma crónica de opinião, aqui fica a minha, também pessoal.
Naturalmente, espero que Júlia viva até aos 100 anos!!
Era bom é que, nessa altura, já tivesse um tom de voz mais moderado, que gritasse menos... e, mesmo na televisão, olhasse as pessoas nos olhos - quero dizer... olhasse directamente para as câmaras, sem que lhe tremam os olhos, sem o olhar inquieto que tem.
Bom... isto com a idade tem tendência a piorar!

Pardais ressabiados

E num jornal diário de conteúdo editorial duvidoso, dizia que um "ilustre desconhecido" deve ter estado nas nuvens ao gravar o novo spot da Vodafone; é passado na cama, entre lençóis, de um lado, o ilustre tem Soraia Chaves e do outro, Merche Romero.

Piava um pardal lá perto de mim:
- É pá, isto um gajo não é de ferro!!! Deve ter sido lindo, deve!!
E ria, com aquele riso histérico, que dizem que só as mulheres têm.
Pois parece que não.
Em geral, os homens são ressabiados.
Aqui o Pardal estava mesmo, mesmo para lhe perguntar porque é que o homem não vai para casa, meter-se nos lençóis com a mulher e aproveitar para soltar o "passarinho". Além disso, este ressabiado tem duas filhas.
Quem sabe, um dia, quando uma ou as duas forem modelos conhecidas, não estarão também debaixo de lençóis a gravar spots com gajos ressabiados a ver e a babar-se.
Isto, um homem tem de ter cuidado com as frustrações sexuais que tem, principalmente se tiver filhas. Elas, um dia, podem ser também vistas por outros frustrados!!!

Sei lá! Digo eu que sou só um Pardal observador.

Esta não vai em modas!

Foto retirada do site www.fernanda-serrano.com (esta coisa tem um site oficial???)

Não me apetece ser politicamente correcto e dizer só coisas lindas e belas, porque há momentos em que me chega a mostarda ao nariz!!!

Em capa de revista, dessas fanhosas, Fernanda Serrano disse que não adopta crianças, porque não vai em modas.
Ora esta parvalhona está a pensar que porque Angelina Jolie tem mais carácter humano que ela e adoptou; Madonna adoptou; Clara Pinto Correia adoptou, e mais pessoas que adoptem crianças, fazem-no por "moda"????

Falta de carácter e formação humana o teu, Fernanda Serrano!!!!

Adoptar uma criança é um dos actos de maior generosidade que conheço!!
Adoptar uma criança é dar uma oportunidade de vida melhor a alguém, muda a vida de muitas pessoas.
Façamos todos como Fernanda Serrano! Como não vamos em modas, também, vamos deixar lá ficar as crianças que vivem em instituições ou em condições miseráveis. Porque adoptar é uma "moda".
O melhor é mesmo contribuirmos para essas instituições com uns dinheiros, e depois aparecer publicamente a dizer que solidários que somos, porque "fizemos e acontecemos"! Mas adoptar, isso não, que a mulher não vai em modas!
Coitada! Enfim!!! Só mesmo dar-lhe um murro na tromba de elefante que tem!!! (e isto é uma ofensa para qualquer elefante!)

Denzel é só o pai!

Ainda não sei se gosto de Denzel Washington. Tenho dúvidas (que se vão dissipando).

Não há dúvida de que é um homem bonito. Fica bem no cinema.
Como actor, o estilo não varia muito. Ou seja, Denzel faz sempre de Denzel, tal como Hugh Grant faz sempre de Hugh Grant.
Denzel não arrisca. Não se mostra. Não se suja. Aparece sempre limpinho. Isso chateia, num actor!
Das técnicas de interpretação que aprendi, há duas básicas: ou o actor põe a máscara, ou então... tira a máscara.
Denzel não tira a máscara e está a transformar-se num sensaborão.
A nível de vida pessoal, daquilo que ele deixa mostrar, é casado há 23 anos com Pauletta Pearson e tem filhos. Faz esta proeza de manter um casamento dito "tradicional". Tudo bem, se ele assim quer.
Numa entrevista que li com ele, quando lhe perguntaram qual é o mais liberal da família, se ele ou a mulher, Denzel responde que a mulher conhece melhor os filhos, passa mais tempo com eles. "Na nossa casa é assim, eu sou só o pai." (!!!!!)
Esta resposta tanto pode ser profunda, como assustadoramente fútil, na minha opinião.
O que é, para Denzel, ser "só o pai"?
Esta distribuição tão diferenciada de papéis na família, para mim, é típica do homem das cavernas. Se ser "só o pai" é trazer o ordenado ao fim do mês (leia-se contrato por cada filme que faz ou assina com uma produtora cinematográfica), estar longas temporadas ausente devido ao trabalho e depois impôr a presença masculina quando chega a casa... pois, se este fosse o meu pai, qualquer ordem que me desse, eu mandava-o dar uma volta até à China... uma caminhada, para ver se demorava mais tempo a voltar para casa! Quem nos ama, está perto e faz por isso.
Mas neste processo todo, Denzel tem o apoio da mulher, Pauletta, há 23 anos. Em geral, não gosto de gente certinha, que se gere pelas regras que os outros fizeram... ovelhas em grupo ... carneirada.
Por isso, isto de Denzel dizer que é só o pai, deixou-me um amargo de boca.
Ora, como ele é actor de Hollywood, e nós temos disso por cá, em catadupa, comemos, bebemos e sorvemos a cultura norte-americana... tenho de o gramar, de vez em quando, nos cartazes do cinema.
Só que, a partir de agora, ver um filme com Denzel Washington, vai provocar-me azia e não leva nem mais um tostão meu. Assim como sempre fiz com a grande estrela Portuguesa Catarina Furtado que nunca levou a mínima atenção da minha parte, nem um tostão para assistir uma peça de teatro com ela, o mesmo vai acontecer com Denzel.
Não pago mais para ver um filme em que entre este actor.

Ah! Mas sou capaz de pagar para estar uns minutos com Sean Penn e conhecer a família dele!

Foto de Hans Neleman

Chegou o Pardal

Agora que cheguei, por aqui, o que desafina, leva!
São as opiniões do que não gosto. E quando não gosto, não gosto!

Quando gosto, já não desafino.
Siga pra Bingo!